Fim de papo!

Os fundamentos teóricos desse amor não me interessam.

Dê aula a quem quiser, mas deixe-me aprender com a vida.

Não há começo que não tenha um fim num penhasco ou na favela, num capítulo de novela.

Num samba, num incêndio ou num olho molhado cheio de ramela.

Não quer drama, não se apaixone.

 

Sossego é para os fracos e covardes

E eu encaro a vida sem churumela.

Ai quanta dor que não me causaria se fosse de fato amor!

Mas é antes aula de geografia, de biologia e de ensino religioso:

tudo aquilo que eu mais detestava do colégio.

É melhor definido como enfado.

 

É uma querela, um fado, essa tua queixa de abandono.

Um soneto em verso arrematado, trova, estrofe e rima ABAB

Sou verso livre de braços abertos!

Nada de amputar meus sonhos com regras e alinhamentos

Se sobra um pedaço de inferno é ali onde meu céu começa.

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2 comentários sobre “Fim de papo!

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