Sobre Relacionamentos

Entre rimas e calafrios os amores se desenrolam;

os amores, as paixões e o ódio.

E tudo se passa na velocidade de uma bala perdida,

um vidro estilhaçado.

E tudo se quebra.

Em festas a fantasia. No metrô. Olhares.

No caminho para casa. Indo embora. Pensamentos.

Lágrimas. Poeira. Tempo.

Tudo corre como se estivesse nos trilhos do trem.

Tudo brilha como as velas do candelabro da sala,

de enfeite, inúteis, sem pavio.

E o casal já morto assistindo televisão.

Uma flor seca no jardim, corrói-se na chuva.

Desacostumada do carinho,

as pétalas esmigalham-se no caos.

Tudo que é sentimento esmigalha-se ao tornar-se real.

Seu olhar é duro como um diamante.

E fagulham as horas que não teremos mais juntos.

Perdem-se na manhã gelada de uma primavera sem final feliz.

E o frio virá para levar-me ao eterno.

Eu quero mais, mas não quero esperar

O tempo passou demais para nós dois

E a alma congelou-se no momento em que dissemos adeus

Dissemos adeus e fomos embora como dois estranhos.

Poema de 2007, revisto e agora publicado

(Sim, eu estou desenterrando umas coisas…)

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