A Antologia Inédita


Pare de me interpretar

Como se eu fosse um texto

Corrido, bem-escrito, pontuado.

Eu não sei onde começo

Nem onde termino

E o meio, portanto, não poderia senão ser confuso e obscuro.

Há tantas coisas sobre mim que nem eu sei!

E aquilo que reconheço como meu é apenas motivo para que eu queira fugir de mim mesma

Me libertar e me superar

O meu processo não é linear

E tampouco se traduz num raciocínio que você possa seguir

Esqueça-me: sou uma história com várias versões…

“Quem conta um conto

Aumenta um ponto”

Quem fala de mim parece ter o prazer de enriquecer o original com mais páginas

Há quem se ache no direito de fazer antologias

Mas todos chegam ao mesmo problema insolúvel

Se nem eu mesma me conheço

Ninguém será capaz de o fazer.

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